O motivo da mobilização não poderia ser mais grave: a gestão do prefeito Fred Campos e do secretário de Educação, Fábio Henrique, virou as costas para os servidores públicos, ignorando ofícios, fugindo do diálogo e acumulando um histórico alarmante de promessas não cumpridas e direitos pisoteados.
O muro do silêncio: Prefeitura foge do diálogo
Enquanto o prefeito Fred Campos tenta emplacar uma narrativa de gestor eficiente, nos bastidores e na prática o que se vê é uma política de portas fechadas.
De acordo com a coordenação do núcleo municipal, liderada pela professora Jori Mary, a situação insustentável chegou a um ponto limite:
Ofícios ignorados: Diversos documentos formais foram enviados ao gabinete do prefeito exigindo audiência. O resultado? Silêncio total. Fred Campos simplesmente se recusa a receber o Sinproesemma.
Portas fechadas na Semed: O secretário de Educação, Fábio Henrique, recebeu a entidade em apenas três oportunidades.
"Este Blog optou por editar, cortando os nomes e números das pessoas da conversa afim de evitarmos perseguições por parte dos interessados e envolvidos!
Contudo, após o sindicato publicar uma justa nota de repúdio escancarando as mazelas da pasta, o secretário adotou a mesma postura autoritária e também se recusa a atender a categoria.
Omissão total: "Ninguém recebe para conversarmos", desabafa a coordenação, apontando a total falta de transparência e respeito democrático por parte da atual administração municipal.
Progressões e titulações travadas: O calote nos direitos
O foco principal da revolta dos professores é a falta de atualização das progressões e titulações.
Trabalhadores da educação que investiram na própria qualificação, buscando especializações e mestrados para melhorar a qualidade do ensino público municipal, estão sendo penalizados. A prefeitura empurra o problema com a barriga, enrola a categoria e retém direitos adquiridos que deveriam ser sagrados.
Para a gestão de Fred Campos, parece conveniente ignorar a valorização profissional enquanto o funcionalismo público amarga o peso da defasagem salarial e do arrocho financeiro.
A conta não fecha: Onde está o dinheiro de Paço do Lumiar?
O colapso na educação luminense joga luz sobre uma contradição escandalosa.
Por trás do discurso oficial, a administração de Fred Campos carrega o peso de sérias denúncias e de conflitos com protestos na porta da prefeitura de Paço dos servidores concursados, que vêm sofrendo com salários defasados e supressão de direitos elementares.
O cenário expõe um contraste cruel: uma prefeitura que parece incapaz de honrar o funcionalismo público, mesmo tendo sido amplamente beneficiada pelo volume de investimentos e obras estruturantes executadas na região pelo Governo do Estado (gestão Carlos Brandão) obras que impulsionam a arrecadação e movimentam a economia local.
Se há recursos e se há o aparato de obras exponenciais na cidade, por que a classe trabalhadora, em especial os professores, continua sendo tratada como refém de uma má gestão?
A convocatória deste sábado (07/11) não é apenas uma reunião ordinária; é um grito de guerra. A presença de cada professor e professora de Paço do Lumiar é indispensável para deliberar sobre rumos drásticos, paralisações e medidas judiciais e políticas contra o descaso da dupla Fred Campos e Fábio Henrique.
"A participação de todos e todas é fundamental para fortalecer a luta coletiva e garantir avanços para a categoria! Fortalecendo a Luta com Unidade, Ação e Compromisso."
O espaço segue aberto para manifestações da Prefeitura de Paço do Lumiar e da Secretaria Municipal de Educação (Semed).