SÃO LUÍS/ZÉ DOCA – Em uma ação conjunta e integrada entre as polícias civis do Maranhão e de São Paulo, foi cumprido nesta segunda-feira (16) o mandado de prisão preventiva contra José da Silva Frazão, amplamente conhecido pela alcunha de "Besouro Pagodinho". A prisão joga luz sobre um rastro de agressões verbais, intolerância e desrespeito às leis que vinha sendo investigado pelas autoridades maranhenses.
O acusado, que coleciona desafetos e denúncias por onde passa, foi capturado em território paulista após uma robusta investigação liderada pela Delegacia Regional de Zé Doca, no Maranhão.
Ataques a autoridades e discurso de ódio
De acordo com os elementos probatórios reunidos pela Polícia Civil, a queda de "Besouro Pagodinho" começou a se desenhar após uma série de crimes de injúria, difamação, desacato e ameaças proferidas diretamente contra policiais lotados na regional de Zé Doca.
No entanto, o teor das investigações revela um comportamento ainda mais nocivo e perigoso para a sociedade. O investigado utilizava palanques e redes para disseminar um discurso abertamente criminoso, misturando preconceito segregação e delírios políticos.
Planos de expulsão e intolerância escancarada
A equipe investigativa apurou que o acusado chegou a manifestar publicamente a intenção de se candidatar a deputado federal. O seu "plano de governo", contudo, consistia em uma proposta absurda: dividir o estado do Maranhão para criar um novo território onde, segundo suas próprias palavras textuais, "seriam expulsos os gays, lésbicas e pessoas de cor".
O teor flagrantemente racista, homofóbico e discriminatório acelerou os procedimentos legais. Diante do vasto conjunto de provas, que configuram crimes graves de racismo, homofobia, ameaça e desacato, o Poder Judiciário deferiu o pedido de prisão preventiva representado pela delegacia de Zé Doca.
Acompanhe o caso:
José da Silva Frazão, o "Besouro Pagodinho", agora se encontra custodiado em São Paulo, à disposição do Poder Judiciário do Maranhão, que deve providenciar seu recambiamento. Enquanto o acusado aguarda o julgamento atrás das grades, as investigações continuam avançando para mapear a extensão de seus ataques e identificar possíveis novas vítimas de suas calúnias e injúrias.
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