Vereador" da própria base rompe silêncio, denuncia clima de medo na rede municipal e expõe tensão dentro da gestão de Fred Campos."
Uma fissura começou a aparecer dentro da própria base política da gestão municipal de Paço do Lumiar.
E ela veio justamente de onde menos se esperava: do próprio campo aliado.
O vereador Eder Alencar decidiu tornar pública uma preocupação que, segundo relatos de bastidores, já circulava há meses entre professores e servidores da rede municipal de ensino.
Em uma nota pública de repúdio, o parlamentar expôs o que descreveu como um ambiente de decisões arbitrárias, falta de diálogo institucional e insegurança dentro da Secretaria Municipal de Educação.
E o mais grave: segundo ele, professores teriam tido salários suspensos sem abertura de processo administrativo formal, sem direito ao contraditório e sem garantia de ampla defesa.
Para muitos educadores, trata-se de uma situação que ultrapassa o campo administrativo e entra no terreno da pressão institucional.
A denúncia que veio de dentro da base
O peso político da manifestação não está apenas no conteúdo, mas na origem da crítica.
Sua posição dentro do grupo governista faz com que a denúncia tenha um efeito ainda mais forte no cenário político local.
Quando um vereador da própria base decide romper o silêncio e expor publicamente o que estaria acontecendo na rede municipal, o recado político é claro: algo dentro da engrenagem administrativa começou a falhar.
•Tratamento desrespeitoso dentro da •estrutura administrativa.
•Decisões impostas sem diálogo.
•Clima de pressão e medo nas unidades escolares.
As críticas recaem diretamente sobre a condução da pasta comandada por
Fábio Henrique.
Sábados letivos e decisões sem diálogo
Outro ponto sensível levantado na nota envolve a determinação de sábados letivos obrigatórios para cumprimento do calendário escolar.
Embora o cumprimento dos 200 dias letivos seja exigência legal, o vereador questiona a forma como a decisão teria sido imposta, sem planejamento participativo ou discussão com professores e famílias.
Na avaliação de educadores ouvidos nos bastidores, a medida teria sido aplicada de forma verticalizada, ampliando o desgaste entre a secretaria e os profissionais da rede.
Foi nesse contexto que o vereador fez uma declaração que sintetiza o tom de sua crítica:
“Uma educação sem diálogo não é educação é imposição.”
A reação do prefeito: confronto em público
Se a nota do vereador já havia acendido o debate, a reação do prefeito.
Fred Campos acabou ampliando ainda mais o clima de tensão ao mostrar um lado ditador em não aceitar críticas.
No texto, Fred Campos sugere que a manifestação poderia ser “tentativa de jogar para plateia” e insinua que haveria interesses pessoais por trás da crítica.
A resposta também tenta reforçar a narrativa de avanços da gestão, citando:
•Reformas em escolas.
•Aquisição de novos ônibus escolares.
•Construção de creches.
•Aumento de matrículas.
reconhecimento através de selo de qualidade educacional.
Quem está por trás dessas obras?
O GOVERNO DO ESTADO TRABALHANDO EM PAÇO AO LADO DO MESTRE DE CERIMÔNIAS ENTREGANDO O TRABALHO ALHEIO.
Em Paço do Lumiar, cresce nos bastidores políticos a percepção de que muitas das obras apresentadas como conquistas da gestão municipal têm, na verdade, forte participação do Governo do Estado.
Sob a liderança do governador Carlos Brandão, a maior parte dos investimentos estruturantes na cidade vem sendo executada ou viabilizada pelo Estado, enquanto o prefeito Fred Campos aparece como um mero "MESTRE DE CERIMÔNIAS, para críticos, mais como anfitrião das entregas do que como protagonista das obras.
Mesmo assim, o tom da resposta foi interpretado por observadores políticos como defensivo, confrontador com um leve tom de ameaça, especialmente por se tratar de um questionamento vindo de dentro da própria base.
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