O episódio ocorrido durante o Carnaval, na sede de São José de Ribamar, expôs de forma cristalina o nível de desgaste político acumulado pelo vice-prefeito Natércio Santos.
Em pleno circuito momesco, um trio identificado com seu nome virou palco de um constrangimento público que seguiu uma sequência simbólica: primeiro o aplauso ao cidadão que cobriu a identificação do vice, depois a vaia coletiva direcionada ao nome exposto.
Não houve mobilização partidária nem organização prévia. Foi reação espontânea de foliões que rejeitaram a tentativa de transformar a festa popular em vitrine política. O recado foi direto e veio da rua, sem intermediação.
O fato ocorre em meio a um contexto de movimentos políticos controversos protagonizados pelo vice, que passou a atuar como operador de apoios eleitorais soando aos mais críticos como um possível estelionato eleitoral múltiplo, prometendo muitos votos em troca de apoio para vários pré candidatos a deputado estadual, votos esses que ainda não encontram correspondência concreta nas urnas do município.
Soma-se a isso o histórico recente de traições, tanto com o prefeito reeleito Dr. Julinho, mas também com várias figuras políticas conhecidas pelo estado, a mudança de posicionamento político e a tentativa de ocupar espaços administrativos sem a devida competência formal dentro da estrutura do Executivo trouxe ao vice Natércio Santos algo irremediável, a lei da semeadura!
A memória eleitoral local também pesa. Até 2022, Natércio Santos não integrava o colégio eleitoral ribamarense. Mesmo assim, passou a se apresentar como articulador central do cenário municipal, vendendo capital político que agora começa a ser testado no campo mais sensível da política: a reação popular.
Carnaval não é comício. E a avenida deixou claro que marketing improvisado não substitui legitimidade construída. O episódio do trio não é apenas folclórico. É termômetro.
Na política, quando o aplauso vem para quem cobre o nome e a vaia vem para o nome exposto, o sinal é inequívoco.
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