Diz o ditado popular que "quem planta vento, colhe tempestade". Em um dos maiores municípios da região metropolitana de São Luís, a política acaba de escrever um capítulo de ironia fina e traição sistêmica que deixaria qualquer roteirista de cinema boquiaberto.
A Ascensão e a Arrogância:
A história é conhecida nos bastidores: um personagem que saiu do ostracismo, "tirado do fundo do poço" e alçado ao posto de confiança máxima por um prefeito de coração largo. Recebeu poder, influência e a chave do cofre político. Mas a gratidão, para alguns, é uma carga pesada demais para carregar.
Movido por uma ganância desmedida, esse "vice" tentou o impensável: morder a mão que o alimentou. Montou um grupo paralelo, cooptou vereadores que deviam tudo ao prefeito e tentou um golpe para tomar o controle do Legislativo. O objetivo? Afastar o seu criador. Mas o destino guarda surpresas para quem constrói castelos sobre a areia da deslealdade.
O Feitiço Virou contra o Feiticeiro:
Hoje, o cenário mudou. O vice, que outrora ostentava um exército de suplentes e aliados financiados pela sombra da gestão que ele tentou destruir, encontra-se em um isolamento absoluto. Sem o "oxigênio" da máquina pública e com as contas batendo à porta, inclusive, dizem as más línguas, com cobranças nada amistosas de "investidores" da política, ele viu sua relevância derreter.
Mas a pá de cal veio de onde ele menos esperava: de seu fiel escudeiro, um ex candidato a vereador que aprendeu direitinho a lição da traição com o próprio mestre.
Cansados de promessas vazias e de um líder que já não consegue sequer um ônibus para levar militância a eventos na capital, o "pupilo" resolveu agir. Pelas costas de seu mentor, reuniu um grupo de suplentes e partiu em romaria até o alto escalão do governo estadual, batendo na porta de figuras influentes ligadas ao clã Brandão.
O acordo foi fechado: apoio total a um pré-candidato da família governamental. O custo? O isolamento total do vice. O mentor foi simplesmente deletado da equação. Na mesa de negociações, o recado foi claro: quem não tem votos e não tem grupo, não tem cadeira.
O Ostracismo de um Traidor:
Hoje, esse vice-prefeito é um "fantasma" político.
A Gestão? Se afastou do mesmo com a justiça de quem limpa a casa.
A Oposição? Não o quer nem pintado de ouro, conhecendo seu histórico de "cavalos de pau".
O Governo? O ignora solenemente, ciente de que ele é um zero à esquerda sem o prestígio do prefeito que ele traiu.
Dizem que no Multi Center Sebrae, meses atrás, o sinal já havia sido dado. Enquanto todos os grupos de Ribamar recebiam apoio, o grupo dele foi deixado ao relento. Agora, sem partido, sem apoio financeiro e traído por quem ele mesmo ensinou a trair, ele vaga pelo cenário político tentando entender como o "camisa 10 da traição" acabou se tornando a vítima preferencial do próprio veneno.
A pergunta que fica no ar das redes sociai é apenas uma: Valeu a pena trocar a lealdade pela solidão de uma punhalada anunciada?
Nota: Para bom entendedor, meia palavra basta. A lei da semeadura não falha: quem fere com o golpe, com o golpe será ferido.
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