O cenário político de São José de Ribamar atravessa um momento de absoluta falta de coerência, protagonizado por figuras que tentam sobreviver ao ostracismo através do marketing ilusório e da conveniência.
A figura de Guilherme Mulato, o galeteiro da Quinta, é o exemplo mais latente de contradição. Enquanto sustenta uma narrativa de defensor das comunidades e pregador da humildade, a realidade de seu estilo de vida conta uma história diferente. O repentino enriquecimento que o levou a trocar a convivência popular pelo isolamento de alto padrão no Condomínio Damha, no Araçagi, expõe uma desconexão ética profunda. É o populismo de fachada que se desfaz diante do conforto do luxo, revelando que o apreço pela periferia era apenas um degrau para alcançar o status de bacana.
No outro vértice dessa aliança de conveniência está o vice prefeito da cidade. Sua trajetória é marcada pela deslealdade com aquele que o projetou politicamente. Tratado como filho e alçado ao poder pela estrutura de seu criador, ele permitiu que a soberba ditasse seus passos, resultando em uma tentativa frustrada de insurgência. Hoje, o vice vive um isolamento severo: sem base aliada, sem o apoio dos vereadores que migraram para outras lideranças e sem qualquer capilaridade real entre os suplentes.
Há um questionamento central que desmascara a narrativa de poder do vice prefeito: se ele possui o capital político que alega ter ao declarar apoio a dezenas de candidatos, por qual razão ele não viabiliza a própria candidatura a deputado estadual? Alguém que sequer votava no município até abril de 2022 não pode reivindicar uma liderança que nunca foi testada nas urnas. O que existe é uma venda de influência inexistente, sustentada apenas pelo título vazio de um cargo que ele ocupa, mas não exerce de fato.
A estratégia atual da dupla é o parasitismo eleitoral. Ao perceberem que Eduardo Braide caminha para uma vitória consolidada através de um voto orgânico e legítimo, os dois tentam forçar uma associação de imagem. O plano é previsível: após o resultado das urnas, pretendem reivindicar a autoria do sucesso alheio perante o Governo do Estado, tentando converter a popularidade de Braide em moeda de troca para seus conchavos pessoais.
Ainda sobre o vice: Em mais uma tentativa de tomar a presidência da Câmara em novembro, com o suporte de forças politicas externas como a de um vereador de São Luís qie apoia um vereador de Ribamar, e do interior do estado de um deputado federal, é o último suspiro de quem perdeu o chão político. No fim das contas, a união entre o falso humilde do Araçagi e o vice isolado não soma forças; apenas evidencia que, na política de Ribamar, o povo não aceita ser massa de manobra para quem vive de aparências e traições.
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