sábado, 20 de junho de 2026

PF descobre novas mensagens que ligam cúpula do Banco Master ao Planalto; Jaques Wagner é citado como intermediário.

BRASÍLIA IMPLODE: ​Investigações da Operação Compliance Zero apontam suposto canal privilegiado entre banqueiro e o governo federal. Conversas vazadas revelam plano de enviar materiais "pró-Lula" por meio de articuladores políticos.


​A Polícia Federal (PF) trouxe à tona novos desdobramentos na Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades financeiras e administrativas no Banco Master. 

Mensagens recentemente recuperadas no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam uma suposta articulação de bastidores que visa aproximar a instituição financeira do Palácio do Planalto, utilizando figuras de peso da base governista como pontes de diálogo.

​Entre os nomes citados nas conversas de WhatsApp obtidas pela investigação, destaca-se o do senador Jaques Wagner (PT, BA), atual líder do governo no Senado. De acordo com a interpretação da PF, o parlamentar baiano estaria sendo acionado ou mencionado como um "intermediário" estratégico para fazer com que recados e materiais de interesse do banco chegassem diretamente ao presidente Lula.

"Igual aos irmãos Batista"
​Em um dos trechos mais emblemáticos dos diálogos obtidos pela PF, um interlocutor identificado como "Fernando Master" afirma categoricamente a Vorcaro que o banco goza de prestígio junto ao poder central:

"Única coisa que falaram que somos próximos do governo, igual irmãos batista sao. O que é verdade rsrs", escreveu o diretor.

​A alusão aos irmãos Joesley e Wesley Batista, empresários conhecidos pelo histórico de estreito trânsito nos governos petistas, acendeu o alerta dos investigadores, sugerindo que o Banco Master buscava ou já possuía uma linha de influência similar junto à atual gestão federal.

​Em resposta, a orientação compartilhada nas mensagens é explícita quanto ao uso de propaganda política ou conteúdos favoráveis para estreitar esses laços: "isso aí é mkt pra nos. manda pro Lula e pra base aliada". Logo em seguida, o interlocutor responde confirmando os canais que seriam utilizados: "vou mandar então pra tio guiga e Jaques".

O Outro Lado
​Para a Polícia Federal, a troca de mensagens é um forte indício da existência de um canal privilegiado de comunicação entre empresários investigados e o núcleo duro do governo federal, gerando novos questionamentos éticos e políticos sobre a transparência nas relações republicanas.

​O senador Jaques Wagner, por meio de sua assessoria, negou veementemente qualquer tipo de irregularidade ou envolvimento direto com as operações ou com Vorcaro. O líder governista pontuou que não participa das conversas de terceiros e que sua atuação política sempre foi pautada pelos canais institucionais.

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