Do nomadismo partidário à ausência de emendas, deputado tenta disfarçar a falta de trabalho e o telhado de vidro com cenas para a internet.
De quatro em quatro anos, o roteiro se repete: o deputado estadual Wellington do Curso (atualmente no PP, após saltar por legendas como PPS, PSDB e NOVO) subitamente descobre novamente o caminho de São José de Ribamar.
Desembarca na cidade com o celular em riste para encenar o seu habitual teatro de indignação, caçando imperfeições em vias públicas para fabricar reels. Afinal, o ano eleitoral cobra o seu preço. O problema para o parlamentar é que o eleitor ribamarense desenvolveu memória.
Passado o pleito, Wellington sofre de uma conveniente amnésia: esquece o município e não pisa na orla nem para comer um peixe-pedra.
A audácia em atuar como "fiscal de obras" esbarra em um dado técnico e incômodo: o valor irrisório, beirando o nulo de emendas parlamentares destinadas por ele ao orçamento de Ribamar. Cobra intervenções urbanas sem nunca ter aportado um centavo de recurso público para viabilizá-las. É a demagogia barata de quem quer colher o asfalto que nunca ajudou a plantar.
Para piorar, a postura de "baluarte da ética" derrete diante do próprio histórico.
Pairam sobre o parlamentar possíveis e graves escândalos de bastidor que vão desde supostos esquemas de dívidas milionárias com agiotas, acusações levianas contra o SINPROESSEMA, e até eventuais polêmicas de ordem pessoal que mancham sua imagem pública.
A conta da irrelevância e o deboche com São José de Ribamar: Sem base política sólida, pulando de galho em galho por pura sobrevivência e acumulando um considerável telhado de vidro, Wellington aposta no deboche contra a inteligência do povo Ribamarense. Só esqueceu que fiscal de Instagram não substitui trabalho prestado, e que São José de Ribamar já cansou de parlamentar figurante.
"CRIA VERGONHA NA CARA WELLINGTON DO CURSO," E RESPEITE A CIDADE DE SÃO JOSÉ DE RIBAMAR QUE O SENHOR NUNCA ESTENDEU AS MÃOS PARA QUALQUER TIPO DE AJUDA, E NEM SE QUER UM DIA SENTOU EM UM RESTAURANTE NA ORLA PARA COMER UM PEIXE PEDRA QUE SEJA.
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