Um levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados acendeu o sinal vermelho ao diagnosticar que o país vive um quadro grave de "fadiga fiscal" o momento exato em que exaurir o contribuinte já não consegue estancar a sangria das contas públicas.
Se a atual trajetória de despesas for mantida, as projeções oficiais indicam que a dívida pública bruta do governo geral ultrapassará a marca alarmante de 100% do PIB entre 2032 e 2035.
O Diagnóstico Técnico: O Limite de Aumentar Impostos:
A estratégia adotada pela gestão atual escancarou suas contradições. Ao focar todas as fichas na elevação da carga tributária em vez de cortar gastos estruturais, o governo criou uma armadilha econômica:
Esgotamento da Arrecadação: O aumento contínuo de tributos chegou ao teto de eficiência; espremer ainda mais o setor produtivo passa a desacelerar a economia, sem garantir o caixa necessário.
Explosão do Endividamento: Em maio, a dívida bruta do governo geral já superava 81,4% do PIB, ultrapassando a barreira simbólica dos R$ 10 trilhões.
Orçamento Engessado:
A insistência em expandir despesas obrigatórias e benefícios sociais sem contrapartida de cortes eliminou qualquer margem de manobra do Estado.
O Preço do Remédio Que Ninguém Quer Tomar.
Para conter a trajetória descendente e evitar o colapso do crédito público na próxima década, a análise da Câmara indica que o país precisará de um ajuste fiscal estrutural de R$ 330 bilhões anuais.
A conta do adiamento: Não há mais mágica contábil nem aumento de imposto que resgate a sustentabilidade fiscal do país. A opção de empurrar o problema com a barriga até 2035 transfere uma bomba-relógio para os próximos governos, cobra juros mais altos da população hoje e transforma o discurso de "desenvolvimento com gasto público" no principal obstáculo para o próprio crescimento do Brasil.
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