O deputado federal Duarte Júnior não economizou palavras, nem palco. Usou o plenário do Congresso Nacional para cobrar, pressionar e expor a gestão do prefeito Dr. Julinho, chegando ao ponto de ameaçar convocação para prestar esclarecimentos na Comissão de Educação sobre gastos com fardamento e material escolar.
Foi duro. Foi público. Foi político.
Mas agora, o enredo muda de tom.
E o que causa estranheza é o outro lado dessa história...
Quando o assunto é Paço do Lumiar, o discurso combativo dá lugar a um silêncio ensurdecedor.
A mesma figura que cobrou transparência em rede nacional agora não apresenta a mesma disposição para explicar o destino de uma emenda de aproximadamente R$ 5 milhões, recurso oriundo do próprio gabinete de Duarte Júnior.
E aqui entra o outro protagonista: o prefeito Fred Campos, no centro de escândalos e investigações por MALVERSAÇÃO do dinheiro público e com seus negócios que geram no mínimo dúvidas que poderão levar o assunto a niveis SUPREMOS!
A gestão, que se vendeu como símbolo de transparência, ainda não conseguiu esclarecer de forma objetiva:
●Onde exatamente foi aplicado o recurso?
●Quais obras ou ações foram executadas?
●Quanto já foi gasto?
●Qual o retorno direto à população?
●Sem portal atualizado, sem detalhamento público, sem explicação técnica...
COBRA LÁ, CALA AQUI?
De um lado, Duarte Júnior expõe um município, pressiona, constrange e leva o debate ao mais alto nível institucional.
Do outro, diante de um cenário que envolve recurso próprio e gestão aliada, o mesmo parlamentar recua, silencia e observa.
Coincidência? Estratégia? Ou conveniência política?
A relação política entre Duarte Júnior e Fred Campos levanta questionamentos inevitáveis:
●Por que a cobrança pública é seletiva?
●Por que há rigor em um município e silêncio em outro, diante de um tema ainda mais sensível, a aplicação de recursos oriundos do próprio gabinete do parlamentar?
A pergunta que ecoa é simples:
por que a transparência é exigida com rigor em um lugar e relativizada em outro?
OS SINAIS QUE AUMENTAM A DESCONFIANÇA.
Enquanto isso, em Paço do Lumiar, a gestão de Fred Campos acumula pontos que ampliam a desconfiança.
Compra de diversos veículos modelo HB20
Manutenção simultânea de contratos de aluguel de veículos.
Divergências em valores divulgados publicamente
Continuidade de despesas com aluguel de imóveis, mesmo com promessas de sede própria.
Informações desencontradas, ausência de dados claros no portal da transparência e um padrão de comunicação que mais confunde do que esclarece.
TRANSPARÊNCIA NÃO PODE SER PALCO, TEM QUE SER PRÁTICA.
A população já percebeu: transparência seletiva não é transparência, é narrativa.
Não se trata de defender A ou atacar B.
Trata-se de coerência.
Se há coragem para expor, deve haver responsabilidade para prestar contas.
CONCLUSÃO: QUANDO O SILÊNCIO VIRA PROTAGONISTA.
O episódio escancara uma contradição que a política moderna insiste em repetir:
o discurso muda conforme o endereço.
E, nesse jogo, o risco é claro:
quem usa o holofote para acusar, precisa estar preparado para quando a luz virar na própria direção.