Natércio Santos e Guilherme Mulato, ambos especulados em uma possível aliança contra São José de Ribamar.
“Babando pelo cofre: a (possível) aliança dos traidores que fingem moral e vivem de oportunismo.”
Constatação sem acusação!
Nos bastidores da política ribamarense, começa a circular a formação de uma possível aliança tão ruidosa quanto vazia. De um lado, o vice-prefeito que como Judas, rompeu com quem lhe deu projeção política; do outro, Guilherme Mulato, personagem conhecido por circular entre governos, cargos, atitudes irresponsáveis, palanques de circo e discursos vazios, mas sem legado concreto para apresentar à população.
A possível junção chama atenção não por propostas que inexistem, mas pelo histórico que ambos carregam.
Ataques sincronizados, relatos de pessoas já terem visto ambos em locais reservados (condomínio de luxo), hipocrisias e muita fome de poder.
O vice-prefeito, alçado ao cargo após sequer ser eleitor de São José de Ribamar até abril de 2022, construiu uma ascensão política e patrimonial acelerada demais para passar despercebida. Nos bastidores, seu nome passou a ser associado a contratos nebulosos, acusações informais, suspeitas recorrentes e a um estilo de atuação marcado por mandos, desmandos e tentativas de controle político dentro da gestão municipal. Não à toa, teria ganho apelidos pouco republicanos como (30%) nas ruas e nos corredores do poder.
O ponto de ruptura veio quando a ambição falou mais alto. Segundo relatos amplamente comentados nos bastidores, o vice teria participado de articulações obscuras para tentar impor ao município um projeto pessoal, chegando ao extremo de tentar desestabilizar um prefeito legitimamente reeleito pelo voto popular, numa trama que envolvia conchavos, traições e a tentativa de empurrar um aliado específico goela abaixo da população.
Do outro lado da mesa surge Guilherme Mulato. Figura conhecida, sobretudo, pela retórica inflamável e pela ascensão financeira meteórica, mas cuja passagem pela vida pública deixa mais perguntas do que respostas. Enquanto foi secretário na gestão considerada por muitos como a pior da história recente do município, viu tudo, presenciou tudo e nada fez. Silêncio absoluto diante de contratos controversos, de emendas que desapareceram e de projetos estruturantes que jamais saíram do papel.
Mulato esteve lá quando a BRK firmou um contrato pornográfico que até hoje pesa no bolso do ribamarense. Esteve lá quando recursos milionários para o polo industrial simplesmente evaporaram. Esteve lá quando o estádio Dário Santos foi abandonado, obra que só mais tarde seria resgatada, ampliada e entregue à população pela atual gestão.
Essa possível aliança ainda se ampara em outro pilar pouco nobre: o apoio ruidoso de alguns vereadores da minoria, personagens que só chegaram onde chegaram graças ao apoio integral da atual gestão, ao peso político, aos votos transferidos e à estrutura colocada à disposição pelo prefeito Dr. Julinho.
São parlamentares que se elegeram ou se reelegeram com a força da máquina pública, com apoio explícito, com articulação direta do Executivo, mas que hoje adotam uma postura oposicionista tardia, oportunista e covarde, não por convicção, tampouco por projeto, mas por palanque, holofote e sobrevivência política.
Na prática, trata-se de uma oposição de conveniência, leviana, que troca gratidão institucional por discurso fácil, que abandona a coerência em nome de likes, vídeos ensaiados e barulho artificial. Pelo povo, pouco ou nada fizeram; pelo próprio interesse, fazem barulho diário.
É esse o tipo de “apoio” que cerca essa tenebrosa aliança: vereadores sem independência real, sem lastro popular próprio, que confundem mandato com espetáculo e tentam se vender como resistência quando, na verdade, são apenas produto do mesmo sistema que agora fingem combater
Agora, esses dois personagens, um marcado por, traições, conchavos, rompimentos e suspeitas, outro por omissão, muita farofa e conveniência, flertam com uma possível aliança que não aponta para o futuro da cidade, mas sim para os cofres da Prefeitura. Não há projeto coletivo, não há plano de desenvolvimento, não há compromisso social visível. Há, sim, sede de poder, ressentimento político e uma tentativa clara de reescrever narrativas.
A pergunta que ecoa nas ruas é simples e incômoda: o que essa aliança tem a oferecer além de interesses próprios?