A entrega da estrada do Santana não foi apenas uma obra de infraestrutura. Foi um marco histórico para uma região quilombola que passou décadas esquecida pelo poder público. Pavimentação completa, drenagem, sarjetas, bueiros, um pacote robusto viabilizado pela parceria entre a Prefeitura de São José de Ribamar e o Governo do Estado, com a presença do governador Carlos Brandão, do secretário municipalista Orleans Brandão e demais autoridades.
O evento tinha um propósito claro: união política, institucional e simbólica em torno de um projeto maior de desenvolvimento para Ribamar e para o Maranhão. União entre o grupo do prefeito Dr. Julinho e o G8, em nome de um caminho comum.
Mas o que se viu no palanque foi um episódio, no mínimo, desnecessário e constrangedor.
Enquanto o prefeito Dr. Julinho discursava e fazia um resgate histórico legítimo, afirmando que foi o responsável pela construção da primeira escola da comunidade do Santana e pela chegada da energia elétrica, um ex-prefeito do município, hoje integrante do secretariado estadual, passou a gesticular negativamente, balançar a cabeça e cochichar frases como “fui eu que fiz”, numa tentativa quase ventríloqua de desmentir o orador… por trás dele.
Não se trata de opinião. Trata-se de fato histórico confirmado pela própria comunidade.
Acompanhe abaixo...
A primeira escola da região do Santana e São Braz dos macacos construída por Dr. Julinho na década de 90 em seu primeiro mandato.
O mesmo vale para a energia elétrica: foi Dr. Julinho quem levou a primeira ligação de luz à região. O reforço posterior da rede não reescreve a origem do feito.
A escola hoje desativada não é prova de mentira, mas sim de abandono e falta de zelo de gestões seguintes, que deixaram o equipamento público se deteriorar ao longo dos anos.
O ponto central não é disputar paternidade política em cima de um palanque. O momento exigia grandeza, maturidade e espírito coletivo. A cena expôs exatamente o oposto: um ego inflado tentando reescrever a história no meio de um ato institucional, desviando o foco daquilo que realmente importava, a população do Santana e o futuro que começa a ser construído agora.
A verdade, goste-se ou não, precisa prevalecer.
E a verdade é simples: quem fez o primeiro foi Dr. Julinho. O restante veio depois.
União se constrói com respeito à história, não com disputas pessoais fora de hora.
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