Tem candidato que cresce com voto.
Tem candidato que cresce com grupo.
E tem candidato que, quando percebe que ninguém está prestando atenção, resolve atacar quem está crescendo.
É o que se vê agora com Tiago Fernandes.
A campanha de Júlio Filho ganha espaço, reúne lideranças e começa a incomodar. E qual é a reação?
Ataque. Provocação. Polêmica.
Curioso para quem tenta vender uma imagem de grande gestor, porque sua passagem pela vida pública também carrega crises, controvérsias, questionamentos e episódios que até hoje merecem explicações.
Mas falar do próprio passado dá trabalho.
Muito mais fácil é apontar para os outros.
Tiago está em um partido forte, cercado de nomes fortes, dentro de um verdadeiro aquário de tubarões do voto.
E talvez tenha descoberto que, quando falta musculatura eleitoral, existe uma maneira barata de conseguir alguns holofotes:
UM FORASTEIRO DONO DE UM CINISMO CONTUMAZ.
atacar quem está crescendo.
Não apresentou uma campanha avassaladora.
Não mostrou uma força eleitoral incontestável.
Então tenta transformar Júlio Filho em escada.
Só que tem um detalhe:
Enquanto Júlio constrói grupo, Tiago procura briga.
Enquanto um busca voto, o outro busca repercussão.
Enquanto um tenta crescer pelo próprio tamanho, o outro parece precisar diminuir o adversário para conseguir parecer maior.
E isso diz muito.
Porque polêmica gera clique. Ataque gera comentário. Mas eleição se ganha com voto.
No fim, fica a pergunta que talvez mais incomode:
SE JÚLIO FILHO É TÃO FRACO ASSIM, POR QUE O FORASTEIRO TIAGO FERNANDES ESTÁ TÃO OBCECADO EM FALAR DELE?
Talvez porque o problema não seja a força de Júlio.
Talvez seja a fraqueza da própria campanha.
E quando falta voto para ocupar o palco, resta tentar roubá-lo de quem já está nele.
Só que palco emprestado não transforma candidato em líder.
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