A pergunta é simples: onde está a base de Tiago Fernandes pelo Maranhão? Depois de passar pela Saúde de Ribamar e pela Secretaria de Estado da Saúde, com toda a estrutura e visibilidade que esses cargos proporcionam, esperava-se uma candidatura forte, espalhada pelo Estado e sustentada por lideranças. Não é o que se vê.
Hoje, Tiago continua orbitando São José de Ribamar, agarrado ao território onde tenta construir seu projeto e cada vez mais dependente de ataques a Júlio Filho para conseguir alguns holofotes, cercado pela pequena militância dependente de cargos no estado, em reuniões vazias e controladas.
Quem tem campanha forte mostra grupo. Quem tem voto mostra liderança. Quem tem projeto não precisa viver de provocação.
E não é difícil entender de onde vem esse estilo. Ao lado de Luis Fernando, seu padrinho político, Tiago parece seguir uma escola conhecida em Ribamar: confronto permanente, política de ataque e tentativa de transformar adversário em inimigo. Luis Fernando, que deixou a prefeitura duas vezes, e carrega uma trajetória cercada de controvérsias o título de LUÍS FUJÃO e uma imagem política que ainda provoca forte rejeição em parte da população.
Só existe uma diferença: Luis Fernando sempre teve personalidade política própria. Tiago parece precisar de padrinho até para escolher o alvo.
No MDB, um verdadeiro aquário de tubarões do voto, isso fica ainda mais evidente. Depois de toda a estrutura que teve, o resultado deveria ser uma candidatura musculosa. O que aparece é uma campanha que precisa de polêmica para respirar.
Tiago tenta atingir Júlio Filho, mas acaba revelando sua própria fraqueza: quando falta tamanho para ocupar o palco, sobra vontade de subir no palco dos outros.
Polêmica gera barulho. Base gera voto. E, até agora, Tiago só tem mostrado o quão grande é a sua pequenez não só como político mas também como pessoa.
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