Sem identidade política e sem qualquer compromisso duradouro com projetos ou siglas, Guilherme Mulato parece ter transformado a política em um balcão de conveniências pessoais.
Guilherme Junior Bezerra Mulato, foi candidato a vereador nas Eleições Municipais 2016 por São José De Ribamar, pelo partido PRP (PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA).
Surge agora nos bastidores que o aventureiro tenta para deputado federal o UNIÃO BRASIL, afirmando ele que o projeto (qual?) necessita de uma grande sigla.
Lembrando que o presidente estadual do UNIÃO BRASIL é o estimado deputado federal Pedro Lucas Fernandes que vem forte para uma nova reeleição.
Será mesmo que Pedro Lucas dividirá seu berço político com o patinho feio de Ribamar?
A pergunta que se impõe é simples e necessária: política precisa ou não ter lado?
Porque o político que vive barganhando, pulando de galho em galho, tramando nos bastidores, rompendo alianças, conchavando e atuando de má-fé com edições seletivas de áudios e vídeos para atacar adversários, demonstra compromisso com o povo, ou apenas com seus próprios interesses?
Mulato se esconde atrás de um discurso cuidadosamente ensaiado: o da “origem humilde”, do “nascido na pobreza”, do ex-galeteiro que repete aos quatro cantos que “a favela venceu”. Um enredo emocionalmente forte, mas politicamente conveniente. O problema é quando esse discurso passa a ser instrumentalizado, transformando comunidades carentes em degraus eleitorais, usadas apenas para impulsionar um projeto pessoal cada vez mais distante da realidade que ele diz representar.
Hoje, o contraste salta aos olhos. Enquanto mantém a retórica da periferia, ostenta uma vida de alto padrão, residindo em um dos condomínios mais caros da Grande Ilha, símbolo claro de ascensão econômica, legítima, diga-se, mas que escancara a contradição entre o discurso e a prática.
No fim das contas, fica a reflexão que o eleitor ribamarense precisa fazer com lucidez: quem troca de partido como troca de camisa, quem rompe alianças sem explicação e ataca com métodos questionáveis, representa um projeto coletivo, ou apenas a própria vaidade?
Porque política não é palco permanente, nem escada social.
É compromisso. E compromisso exige lado, coerência e respeito ao eleitor.
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