terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ATLETA OLÍMPICO: O pula-pula melindroso do "caricato e folclórico" vereador João Carlos em São José de Ribamar.

(JOÃO CARLOS) A curiosa arte ilógica dos “apoios múltiplos”: quando a política vira salto ornamental.

Reeleito com 1.117 votos, o vereador João Carlos, de São José de Ribamar, parece ter transformado o pós-eleição em um laboratório de experimentações políticas sem critério. O resultado nas urnas, à época impulsionado pelo apoio direto do prefeito Dr. Julinho e pela estrutura do grupo governista, hoje serve mais como ponto de interrogação do que como credencial de força própria.

Desde o fim do pleito, João Carlos passou a protagonizar um rodízio de apoios a pré-candidatos a deputado estadual, numa sequência que desafia qualquer lógica eleitoral minimamente séria. O vereador já declarou apoio em momentos distintos a Júlio Filho, Thiago Freitas, Guilherme Paz, Paulo Victor, Alderico Campos e, mais recentemente, ao secretário de Saúde Tiago Fernandes. Uma lista extensa demais para quem, na prática, não consegue demonstrar base eleitoral autônoma.

O comportamento expõe um padrão conhecido nos bastidores: apoios ofertados como moeda simbólica, sem lastro real em votos, lideranças consolidadas ou capital político comprovado. Vende-se influência onde falta densidade eleitoral.

A contradição fica ainda mais evidente quando se observa que boa parte das lideranças comunitárias que ajudaram a eleger João Carlos hoje permanece alinhada ao prefeito, não ao vereador. Ou seja, o parlamentar tenta negociar um patrimônio político que não controla.

Nos corredores da política ribamarense, a pergunta é inevitável:
como um vereador com votação modesta pretende atender tantos pré-candidatos ao mesmo tempo?
A matemática não fecha. A narrativa não sustenta.

O mais irônico é que o roteiro lembra, com precisão, a cartilha do vice-prefeito: enfileirar pré-candidatos, circular entre grupos, criar a ilusão de articulação, tudo isso sem nunca ter transferido votos reais, lembrando que só se tornou eleitor de Ribamar em abril de 2022.

No fim, sobra um retrato incômodo:
não de articulação estratégica, mas de oportunismo político em estado bruto.
E em política, quando o apoio vira promessa vazia, o eleitor percebe.

"Mais cedo ou mais tarde, a conta chega vereador."

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